Nº 01 · São Paulo · dezembro de 2025 a julho de 2026

Na periferia, a comida sobe primeiro e cai primeiro.

Um estudo da HYPR com 39,6 milhões de notas fiscais e R$ 3,76 bilhões em compras na capital paulista mostra que os preços dos alimentos reagem mais rápido nos distritos de menor renda, na alta e na queda.

Resumo
  • De dezembro a maio, a cesta subiu 4,8% nos 16 distritos de menor renda e 3,5% nos 13 de maior renda.
  • Em junho e julho, a cesta caiu 0,8% na periferia e variou +0,1% nos distritos de maior renda.
  • Nas mesmas 65 lojas da periferia, o quilo do tomate foi de R$ 6,50 para R$ 13,07 e voltou a R$ 7,74.
  • Com o mesmo código de barras, a periferia paga em média 10% menos: o que muda é a velocidade do preço.

Em uma página

Entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os alimentos subiram em toda a cidade de São Paulo. Mas não ao mesmo tempo, nem na mesma medida. Nos 16 distritos com renda média abaixo de R$ 3 mil, onde moram 3,35 milhões de pessoas, a cesta encareceu 4,8%. Nos 13 distritos acima de R$ 10 mil, 3,5%. Quando os preços começaram a ceder, em junho, a periferia também sentiu antes.

O estudo não usa pesquisa de preço nem cesta teórica. Usa o que foi comprado: 39,6 milhões de notas fiscais emitidas na capital, lidas item a item, e 2,6 milhões de comparações do mesmo produto, na mesma loja, mês contra mês.

1,4p.p.
Diferença no pico, em maio
Alta de 4,8% nos distritos de menor renda e 3,5% nos de maior renda
+94%
Tomate na periferia até maio
Nas mesmas 65 lojas. Nos distritos de maior renda, +45% em 77 lojas
−0,8%
Periferia em junho e julho
Enquanto a cesta nos distritos de maior renda variou +0,1%
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Leia o estudo completo.

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  • Oito leituras da inflação
  • A base do estudo
  • A curva da diferença
  • Por grupo de alimentos
  • Quanto custava
  • Marcas e mesmo produto
  • O mapa
  • Regiões e distritos
  • Onde se compra
  • Validação: nota fiscal × IPCA
  • Metodologia

Oito leituras da inflação

Todas as comparações usam o mesmo produto, na mesma loja, e só citam distritos, marcas e produtos com ao menos 20 lojas em cada grupo.

  1. 011,4 p.p.

    A alta chegou antes à periferia.

    De dezembro a maio, a cesta subiu 4,8% nos 16 distritos de menor renda e 3,5% nos 13 de maior renda.

  2. 02−0,8%

    E começou a ceder antes também.

    Em junho e julho, a cesta caiu 0,8% na periferia e variou +0,1% nos distritos de maior renda. Em julho, a diferença acumulada era de 0,4 ponto.

  3. 03+94%

    O tomate quase dobrou e voltou.

    Nas mesmas 65 lojas da periferia, o quilo foi de R$ 6,50 para R$ 13,07 e voltou a R$ 7,74. Nas 77 lojas dos distritos de maior renda, de R$ 10,04 para R$ 14,24.

  4. 04+140%

    Cenoura, batata e cebola seguiram o tomate.

    Até maio, a cenoura subiu 140% na periferia e 54% nos distritos de maior renda; a batata, 78% e 37%; a cebola, 53% e 29%.

  5. 05+12,4%

    Leite, arroz e feijão pesaram mais na periferia.

    Laticínios subiram 12,4% contra 6,0%; arroz e feijão, 10,1% contra 4,3%. Carnes ficaram próximas: 5,8% e 4,8%.

  6. 0610%

    A periferia paga menos pelo mesmo produto.

    Com o mesmo código de barras, o preço mediano é 10% menor nos distritos de menor renda. Em maio, 129 dos 146 produtos comparados eram mais baratos lá.

  7. 07+4,4%

    A Zona Leste teve a maior alta.

    Até maio: Leste +4,4%, Norte +4,0%, Sul +4,0%, Centro +3,6% e Oeste +3,3%. Entre as subprefeituras, Sapopemba liderou, com +5,9%.

  8. 08+5,7%

    O movimento se concentra nos supermercados.

    Nas lojas de autosserviço, a alta até maio foi de 5,7% na periferia e 3,5% nos distritos de maior renda. Nos mercados tradicionais, 3,7% e 3,5%.

A base do estudo

São 39,6 milhões de notas fiscais de consumidor emitidas na cidade de dezembro de 2025 a julho de 2026, somando R$ 3,76 bilhões em compras, em até 18,4 mil estabelecimentos por mês. Delas saem 54 milhões de registros de itens da cesta, com 66 milhões de unidades e quilos.

39,6mi
Notas fiscais
Emitidas na capital de dezembro a julho
3,76bi
Em compras (R$)
Valor somado das notas
18,4mil
Estabelecimentos
Emitindo notas em maio
54mi
Registros de itens
Linhas de nota com produtos da cesta
Notas fiscais por mês na capitalA leitura cresceu mês a mês e passou de 5 milhões de notas a partir de março.
Os dois grupos comparados16 distritos de menor renda e 13 de maior renda, pela renda média do Censo 2022.
Os dois grupos de distritos comparados
Menor rendaMaior renda
Distritos1613
Renda média por domicílio (Censo 2022)abaixo de R$ 3 milacima de R$ 10 mil
Moradores3,35 milhões1,07 milhão
Lojas com preços acompanhados (maio)7522.076
Notas fiscais no período4,3 milhões9,5 milhões
Valor médio por nota (maio)R$ 53,20R$ 134,92

A curva da diferença

A diferença entre os dois grupos abriu em março, chegou a 1,4 ponto em maio e quase fechou em julho. Em janeiro e fevereiro as duas curvas andaram juntas. A partir de março, os hortifrútis dispararam e a periferia descolou.

Alta acumulada desde dezembro de 2025Cesta de alimentos nos dois grupos de distritos, mês a mês. A área marca a diferença.
  • 16 distritos com renda média abaixo de R$ 3 mil
  • 13 distritos acima de R$ 10 mil

Por grupo de alimentos

Tubérculos e legumes explicam a maior parte da diferença: subiram 46,8% na periferia e 16,9% nos distritos de maior renda até maio, quase 30 pontos de distância. Hortaliças, leite e derivados, arroz e feijão vêm em seguida. Quando os preços cederam, em junho e julho, os mesmos tubérculos caíram 14,8% na periferia e só 1,5% do outro lado.

Variação por grupo · dezembro a maio e junho a julhoOs frescos abriram a diferença na alta e a fecharam na queda.
Variação de preço por grupo de alimentos, por grupo de renda, comparada ao IPCA
Dezembro a maioJunho e julhoIPCA
GrupoMenor rendaMaior rendaDif. (p.p.)Menor rendaMaior rendaDez–mai
Tubérculos e legumes+46,8%+16,9%+29,9−14,8%−1,5%+43,1%
Hortaliças+21,7%+8,7%+13,0+3,0%+1,8%+13,2%
Leite e derivados+12,4%+6,0%+6,4+1,8%+1,1%+12,9%
Arroz e feijão+10,1%+4,3%+5,8+0,9%+1,8%+8,9%
Carnes+5,8%+4,8%+1,0−0,8%−0,8%+6,6%
Panificados+2,4%+1,7%+0,6+1,0%+1,0%+1,7%
Frios e embutidos+1,1%+1,7%−0,6−0,8%+0,5%+1,2%
Açúcares e doces+0,9%+2,3%−1,4−1,2%+0,3%+2,2%
Frutas−4,1%−2,5%−1,5+0,6%+0,4%−1,4%
Aves e ovos+0,2%+2,1%−1,9−1,6%−0,7%+1,3%
Bebidas e café−0,7%+1,6%−2,3−1,3%+0,4%−0,5%
Óleos−2,5%+0,1%−2,6−0,8%−1,2%−4,4%

Quanto custava

Na periferia, a cenoura subiu 140%, o tomate 94% e a batata 78% até maio. Cada linha abaixo compara só as lojas que venderam o mesmo produto nos três meses. Nos distritos de maior renda, as altas foram cerca da metade.

Preço médio do quilo nas mesmas lojas · dezembro, maio e julhoOs frescos dobraram de preço na periferia e voltaram em julho.
Preço médio do quilo por produto, nos distritos de menor e de maior renda
Distritos de menor rendaDistritos de maior renda
Quilo (R$)DezMaiJulDez–maiLojasDezMaiJulDez–maiLojas
Tomate6,5013,077,74+94%6510,0414,2412,63+45%77
Cenoura4,3010,797,97+140%579,3413,6513,27+54%64
Batata4,819,606,67+78%758,9812,9812,32+37%77
Cebola3,636,397,19+53%736,758,109,38+29%79
Queijo45,0252,3155,80+13%7775,4175,5378,57+4%101
Acém33,8938,9738,80+11%5339,8042,2741,75+6%35
Músculo33,9739,1340,71+12%3640,5144,1145,10+7%35
Patinho44,4149,5148,19+6%4656,5557,7358,22+4%41
Alcatra51,5251,5150,38+6%3566,5964,1862,85+7%38
Contrafilé53,7855,2453,67+4%3763,3364,5863,93+7%37
Linguiça25,5026,5725,68+2%6335,8432,5134,46+1%65
Pão francês16,3316,0816,92+2%10621,9023,6223,72+2%190
Frango em pedaços18,4317,3217,00−3%8228,3424,0524,74−2%72
Carne de porco23,7922,0421,42−6%5027,4526,9027,02−1%45
Alho26,6926,3829,64−10%6348,0345,7846,20−1%73
Mamão11,008,529,78−12%3014,5213,5616,01−2%69
Banana nanica6,826,276,63−14%559,438,719,00−9%94
Maçã14,9310,9910,07−15%4418,5417,1316,61−4%67

Preço médio ponderado pelos quilos vendidos nas lojas que registraram o mesmo produto em dezembro, maio e julho. A variação é a média geométrica das variações de cada produto em cada loja. O nível de preço reflete o tipo de loja e de produto de cada região; a comparação principal é a variação.

Marcas e mesmo produto

O mesmo produto custa 10% menos na periferia. O que muda é a velocidade. Com o mesmo código de barras, o preço mediano em maio era menor nos distritos de menor renda em 129 dos 146 produtos comparados.

Mesmo código de barras · maio de 2026Preço mediano em maio, por produto
Preço mediano de produtos com o mesmo código de barras nos dois grupos de distritos
ProdutoMenor rendaMaior rendaDif.Lojas
Leite Italac integral 1 LR$ 5,95R$ 6,50−8%158 / 107
Molho de tomate Quero 240 gR$ 1,91R$ 2,39−20%135 / 48
Café Pilão almofada 500 gR$ 29,49R$ 34,99−16%102 / 71
Feijão carioca Camil 1 kgR$ 9,39R$ 9,98−6%68 / 81
Parmesão ralado Vigor 50 gR$ 6,99R$ 7,79−10%82 / 65
Macarrão Adria parafuso 500 gR$ 3,87R$ 4,39−12%86 / 45
Pão de forma Seven BoysR$ 6,94R$ 9,59−28%61 / 62
Café 3 Corações extraforte 500 gR$ 29,31R$ 33,98−14%63 / 56
Pão Pullman Artesano 500 gR$ 14,39R$ 15,40−7%27 / 61
−10,5%
Fev/26
132 de 148 produtos mais baratos na periferia
−11,6%
Abr/26
121 de 133 produtos mais baratos na periferia
−9,8%
Mai/26
129 de 146 produtos mais baratos na periferia
−11,7%
Jul/26
130 de 137 produtos mais baratos na periferia
Variação por marca · dezembro a maioDas 29 marcas com ao menos 20 lojas em cada grupo, 20 subiram mais na periferia.
Variação de preço por marca nos dois grupos de distritos
Marca · itemMenor rendaMaior rendaLojas
Vigor · Queijo+6,8%+0,2%23 / 21
Qualy · Margarina+10,9%+6,1%30 / 29
Camil · Arroz+3,5%−0,8%27 / 26
Crystal · Refrigerante+5,5%+2,9%45 / 90
Aurora · Linguiça+1,8%−0,7%46 / 28
Bis · Biscoito+4,4%+2,8%26 / 23
Panco · Pão de forma+4,5%+3,2%30 / 29
Italac · Leite longa vida+24,6%+23,6%36 / 30
Coca-Cola · Refrigerante+3,7%+2,7%79 / 348
Sadia · Salsicha−0,7%−1,6%23 / 24
Pullman · Pão de forma−1,1%+0,9%20 / 26
Del Valle · Suco de frutas−0,8%+1,5%29 / 40

As diferenças por marca são menores que as dos alimentos frescos. Lojas: menor renda / maior renda.

O mapa

No pico, quanto mais longe do centro expandido, maior a alta. Os oito distritos com as maiores altas até maio ficam nas bordas da cidade, da Brasilândia, ao norte, ao Grajaú, ao sul. Os oito com as menores altas formam um arco do centro à Zona Oeste.

Alta da cesta por distrito · dezembro a maioOs 96 distritos de São Paulo pela faixa de alta, com as oito maiores e as oito menores.
  • até 3,5%
  • 3,5 a 4,0%
  • 4,0 a 4,5%
  • 4,5 a 5,0%
  • acima de 5,0%
  • sem amostra suficiente

Maiores altas

Distritos, renda média, lojas e alta da cesta
DistritoRendaLojasAté maiAté jul
SapopembaR$ 2.21350+6,1%+5,4%
São RafaelR$ 1.90728+5,9%+5,3%
GrajaúR$ 1.89054+5,4%+4,2%
LimãoR$ 3.74757+5,4%+4,8%
PedreiraR$ 2.56927+5,3%+3,0%
BrasilândiaR$ 2.03751+5,2%+4,3%
Capão RedondoR$ 2.23059+5,1%+4,0%
Vila MatildeR$ 4.04367+5,1%+4,4%

Menores altas

Distritos, renda média, lojas e alta da cesta
DistritoRendaLojasAté maiAté jul
TremembéR$ 3.06839+2,5%+2,6%
ConsolaçãoR$ 13.719190+2,6%+2,9%
LapaR$ 9.371123+2,6%+2,0%
Jardim PaulistaR$ 17.872234+2,8%+3,3%
SéR$ 3.44785+2,9%+3,0%
PinheirosR$ 14.722254+2,9%+3,4%
Vila LeopoldinaR$ 11.701104+2,9%+2,4%
Campo GrandeR$ 7.07498+3,0%+2,3%

Nos 69 distritos com 20 ou mais lojas, a correlação entre renda média e alta até maio é de −0,52. Nos 51 distritos com 50 lojas ou mais, −0,60.

Regiões e distritos

A Zona Leste subiu 4,4% até maio. A Zona Oeste, 3,3%. Entre as subprefeituras com 20 lojas ou mais, Sapopemba liderou, com 5,9%; Pinheiros ficou na ponta de baixo, com 2,9%.

Por zona da cidadeA ordem das zonas segue a renda média.
Variação da cesta por zona da cidade
ZonaDez–maiJun–julDez–julRenda médiaLojasNotas
Leste+4,4%−0,4%+3,9%R$ 3.0171.4408,0 mi
Norte+4,0%−0,4%+3,5%R$ 3.5011.0776,3 mi
Sul+4,0%−0,3%+3,6%R$ 4.8391.9168,2 mi
Centro+3,6%−0,1%+3,4%R$ 7.6007824,0 mi
Oeste+3,3%+0,1%+3,4%R$ 10.1521.5437,7 mi
Subprefeituras com 20 lojas ou maisDe Sapopemba (+5,9%) a Pinheiros (+2,9%).
Variação da cesta por subprefeitura
SubprefeituraDez–maiDez–julRendaLojas
Sapopemba+5,9%+5,2%R$ 2.21350
Penha+5,0%+4,4%R$ 3.450183
Cidade Ademar+4,9%+3,5%R$ 2.585114
Capela do Socorro+4,8%+4,1%R$ 2.571162
Vila Prudente+4,6%+4,2%R$ 4.139137
Freguesia / Brasilândia+4,6%+4,1%R$ 2.668125
Pirituba / Jaraguá+4,4%+3,9%R$ 3.175210
Itaquera+4,4%+4,0%R$ 2.688126
Itaim Paulista+4,4%+3,5%R$ 1.99755
Campo Limpo+4,2%+3,8%R$ 4.580165
Aricanduva / Formosa / Carrão+4,1%+3,2%R$ 4.751187
Butantã+4,0%+4,2%R$ 6.986267
Casa Verde / Cachoeirinha+4,0%+3,6%R$ 3.628163
Santana / Tucuruvi+4,0%+3,9%R$ 6.187329
Vila Mariana+3,9%+4,0%R$ 13.916626
Santo Amaro+3,8%+3,3%R$ 10.363400
Mooca+3,7%+3,8%R$ 6.019490
Sé+3,6%+3,4%R$ 7.600782
Ipiranga+3,5%+3,2%R$ 4.775274
Vila Maria / Vila Guilherme+3,2%+3,1%R$ 3.243149
Lapa+3,2%+2,8%R$ 9.313501
Pinheiros+2,9%+3,5%R$ 16.338775
Retratos de distritosQuatro distritos de menor renda (verde) e quatro de maior renda (escuro).
  • SapopembaSubpref. Sapopemba+6,1%até maio · +5,4% até julhoRenda média R$ 2.213267 mil moradores437 mil notas · 50 lojas
  • São RafaelSubpref. São Mateus+5,9%até maio · +5,3% até julhoRenda média R$ 1.907148 mil moradores69 mil notas · 28 lojas
  • GrajaúSubpref. Capela do Socorro+5,4%até maio · +4,2% até julhoRenda média R$ 1.890385 mil moradores230 mil notas · 54 lojas
  • BrasilândiaSubpref. Freguesia / Brasilândia+5,2%até maio · +4,3% até julhoRenda média R$ 2.037243 mil moradores162 mil notas · 51 lojas
  • PinheirosSubpref. Pinheiros+2,9%até maio · +3,4% até julhoRenda média R$ 14.72265 mil moradores1.329 mil notas · 254 lojas
  • Jardim PaulistaSubpref. Pinheiros+2,8%até maio · +3,3% até julhoRenda média R$ 17.87282 mil moradores776 mil notas · 234 lojas
  • ConsolaçãoSubpref. Sé+2,6%até maio · +2,9% até julhoRenda média R$ 13.71953 mil moradores1.310 mil notas · 190 lojas
  • MoemaSubpref. Vila Mariana+3,4%até maio · +4,8% até julhoRenda média R$ 20.45382 mil moradores817 mil notas · 237 lojas

Onde se compra

Nos supermercados da periferia, a cesta subiu 5,7% até maio. A diferença entre os grupos aparece principalmente nas lojas de autosserviço. Nos mercados de bairro, açougues e sacolões, as altas foram parecidas.

+5,7%
Autosserviço · periferia
Até 40 lojas por item
+3,5%
Autosserviço · maior renda
Até 63 lojas por item
+3,7%
Tradicional · periferia
Mercados de bairro, açougues, sacolões
+3,5%
Tradicional · maior renda
Mesmo tipo de loja
Onde cada grupo gastaEm % do valor das compras de alimentos
  • Distritos de menor renda
  • Distritos de maior renda

O restante corresponde a estabelecimentos sem classificação de canal (12% na periferia, 44% nos distritos de maior renda).

Validação: nota fiscal × IPCA

A nota fiscal acompanha o índice oficial. Antes de olhar os distritos, o índice de notas fiscais foi comparado ao IPCA de alimentação no domicílio da região metropolitana, mês a mês, de março de 2025 a julho de 2026: a correlação é de 0,84, com erro médio de 0,4 ponto por mês.

Índice de notas fiscais × IPCA · cidade inteiraVariação mensal dos alimentos: o índice das notas fiscais e o IPCA lado a lado.
  • Notas fiscais (HYPR)
  • IPCA

Variação mensal, março de 2025 a julho de 2026. Valores lidos do gráfico do estudo e arredondados a 0,1 ponto.

0,84
Correlação mês a mês
Erro médio de 0,4 ponto por mês
99%
Do peso do IPCA
80 itens de alimentação no domicílio
3,5%
Alta em 12 meses
Contra 3,7% do IPCA (ago/25 a jul/26)
2,6mi
Comparações
Mesmo produto, mesma loja
Cidade inteira · dezembro a julhoMaiores altas e quedas na cidade
Itens com as maiores altas e quedas na cidade, comparados ao IPCA
ItemDez–maiDez–julIPCA dez–julComparações
Tomate+43,8%+18,8%+29,1%14.918
Feijão carioca+29,6%+36,5%+44,5%6.027
Batata+23,1%+14,9%+38,9%21.918
Leite longa vida+15,2%+17,2%+29,9%61.307
Manga+12,2%+28,5%+31,3%12.188
Alface+11,3%+16,0%+11,9%7.407
Músculo+10,8%+11,7%+11,8%3.595
Pá+9,2%+8,5%+7,4%1.859
Maçã−7,2%−12,3%−5,1%19.405
Banana nanica−7,9%−2,1%−5,9%5.413
Açúcar refinado−9,3%−15,3%−15,6%3.269
Tangerina−17,8%−24,4%−3,0%7.222

Metodologia

Nos bairros de menor renda, o preço da comida reage mais rápido. Quando os alimentos encarecem, quem ganha menos sente antes e mais forte. Quando os preços cedem, o alívio também chega primeiro lá.

Mateus Lambranho · CFO & Partner da HYPR

Como o estudo foi feito

Foram usadas 39,6 milhões de notas fiscais de consumidor emitidas na cidade de São Paulo de dezembro de 2025 a julho de 2026, somando R$ 3,76 bilhões, em até 18.398 estabelecimentos por mês. Delas saem 54 milhões de registros de itens e 2,6 milhões de comparações do mesmo produto, na mesma loja, mês contra mês.

Os produtos são agrupados em 80 itens do IPCA (99% do peso de alimentação no domicílio) e ponderados com os pesos oficiais da região metropolitana de São Paulo, iguais para todos os distritos.

Critérios e limites

Cada estabelecimento é localizado no seu distrito. Distritos, marcas e produtos só são citados com ao menos 20 lojas em cada grupo comparado; 69 dos 96 distritos passam. Grupos de renda usam a renda média dos setores censitários do Censo 2022, com médias ponderadas pela população.

O estudo mede o preço praticado nas lojas de cada distrito, não o local de moradia de quem compra. A HYPR armazena apenas dados de consumo anonimizados.

Baixar o estudo em PDF
Fontes

HYPR · Groundflow · IBGE (Censo 2022, IPCA)

Como citar

HYPR. Inflação de alimentos nos distritos de São Paulo. HYPR Index, Nº 01, 27 de outubro de 2026. Disponível em https://hyprgrid.ai/hypr-index/inflacao-alimentos-distritos-sao-paulo.

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